sábado, 12 de dezembro de 2009

Vandalos à Solta

Vandalismo:

Quando na passada noite de 7 para 8 de Dezembro de 2009, cerca das 23 horas ao fundo da rua da Praia, debaixo de um poste com iluminação pública, deixei o carro arrumado fora da estrada e de fronte a uma casa de residência de dois moradores com mais de 80 anos, um vandalo sem um minímo de pingo de responsabilidade resolveu pela calada do alto da noite me golpiar os quatro pneus, tendo feito cortes de cerca de 10 centimetros, teve a preocupação de deixa-los de maneira, a que jamais podessem ser utilizados, o que me obrigou à compra de quatro novos, e lá fazer deslocar ao local um pronto socorro para deslocar o veiculo.

Relacionamento:
Apenas não me relacionam com quattro pessoas da Freguesia, não tendo tido qualquer confronto fisíco, apenas os ignoro. Sempre pautei um relacionamento amistoso com todos os outros, e são algumas centenas com quem partilhei as minhas e deles alegrias em passeios recreativos e culturais.
Na minha vida infelizmente casos de me causarem prejuizos, já aconteceram alguns vezes, e sempre fui tolerante,agora de baixo nivel, como este. Nunca.

Desgosto Profundo:
Imenso, para quem como eu que aqui vivi a minha juventude, e que sempre primei por uma sá camaradagem, que apenas, e só saí de cá, para como voluntário servir a Marinha de Guerra Portuguesa.

Durante toda a minha vida elevei bem alto e continuo a elevar e a homenagear a Aldeia e suas gentes, não merecia tão vil malvadez.
Mas os escroques que existem, felizmente poucos na nossa sociedade, não o entendem e para eles a destruição é o único lado positivo da vida, preocupando-se isso sim e só ,molestar quem sofreu por estar ausente de uma terra que sempre adorou, ao invés deles.

Que se melhores condições criou, veio do seu enorme esforço e sofrimento numa vida de trabalho e de perseguições.
Durante toda a minha vida, tenho porque adoro esta terra, feito um corropio de viagens de e para Nogueira da Regedoura, sabendo-se que ir e voltar são cerca de cem quilómetros. O que me acarreta despesas acrescidas, conservando a casa que foi de meus Pais.

Parece-me que se mais não fosse, só por isto deveria merecer o respeito desse/s vandalos.

Medidas que foram adicionadas:-
Participei o caso às autoridades; Presidente da Junta de Freguesia, que prontamente mostrou toda a disponibilidade e se solidarizou e Guarda Nacional Republicana.
Tudo farei para que o caso seja investigado e encontrado o prevaricador/s, que se cumpra com rigôr a pena que a lei lhe incute.

Espero e acredito que não será mais uma atrocidade a ficar impune.
Até lá a vida vai continuando, pois não será uma ovelha ranhosa, que irá esfrangalhar o rebanho, e não será minimamente estragado, pois isso seria entrar no seu jogo. O amor que nutro por esta terra e suas gentes, seguramente irá continuar inabalável.

Pela forma carinhosa como sou recebido as pessoas estarão mais atentas e o campo de manobra será apertado, a freguesia é pequena e permitirá intentificar os escroque.
Até lá passem um bom Natal.
E um Ano Novo próspero

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Centro Recreativo e Cultural de Sebolido

Fazendo as Folgas da EmpregadaServiço do bar às Terças- Feiras
Diálogo

Numa terça-feira assegurando o funcionamento da Colectividade

Rio de Amor e Paixões

Aqui por estas bandas, ainda se respira ar puro
Barco sobe, barco desce, o Rio não te esquece

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Parte II = A Igreja Matriz

Padre Vasconcelos
Acabado de chegar, com uma psicologia apurada, rápidamente entrou nos nossos corações, eu que não podia com a Catequista, deixei-me cativar pelo Padre.
Comecei a ir à Igreja com regularidade e a dizer -lhe que só frequentava a Igreja e a catequese por ele, hábilmente ele me convencia e assim fui andando.
Como tinha facilidade em aprender, ela catequista nunca tinha razão para me treinar e também sabia que ao fazê-lo já mais me cassaria e certamente o padre Vasconcelos avisava nesse entido.
Tudo correu às mil maravilhas, enquanto o Padre não se meteu na minha vida de escola, pois era frequente, eu e mais alguns fugirmos. As janelas não tinham vidros e mesmo os Vidros de garrafas que o ti Afonso meteu debaixo delas para nos meter medo de nos cortar, e não fugir, de nada valeu, pois a crosta que tinhamos na sola dos pés de andarmos sempre descalços em caminho de pedras evitava que nos cortassemos.
O Padre tentou algumas vezes nos caçar, então começaram as corridas de pedra ele desistia de nos tentar agarrar.
Mas como eramos a primeira fornada dele, ele nutria por nós um carinho enorme.



Um olhar

Aos Meus Amores
Às Cachopas do Meu Tempo
A roupa que usamos, mostra o traço da nossa personalidade
I
Cancelos é bom lembrar
Toda a sá Camaradagem
Por isso quero recordar
A nossa vida de miudagem
II
Saídos da escola corriamos
Para a macaca e um pulito
Mas sempre rumo a Cancelos
Para dar o nosso mergulhito
III
Ter espirito "aberto"
Escrever com muita alegria
Ter meus amigos a lerem-me
Ouvindo o Rio e sua magia
IV
Neste aproveitar da reforma
Com esta actividade diferente
Mantendo-me assim em forma
E alegrando a minha Gente

domingo, 6 de dezembro de 2009

Igreja Sebolido!

Histórias de Vida
O Interior da Igreja Matriz de Sebolido
Não entende quem me conhece desde criança, o motivo pelo qual e desde muito novo (seis anos) sempre tenha sido por obrigação e castigado, para comprir com as obrigações de uma criança normal do meu tempo: a obrigação imposta de frequentar a Catequese e fazer a Comunhão Solene, e depois desta ter de cumprir um ritual, que eram de nove meses seguidos ( as chamadas nove sextas-feiras) após a comunhão solene.
A Catequista
=Bola de Trapos=
Era uma solteirona daquelas de bater com a mão no peito, mas que na prática e na hora de mostrar a sua bondade praticava o contrário.
Nós os garotos jogavamos com uma bola de trapos no caminho público e debaixo da ramada, que sendo pertença sua, cobria todo o caminho.
Por vezes a bolita, saltava para dentro do que era dela. Quando lá caísse era como caír nas profundas do Inferno como se dizia naquele tempo.
Desaparecia da cena.
O Dia era tendeiro, parecia que estava sempre ali quando ela aparecesse, pois parecia teleguiada para saltar lá para dentro. De nada valia pedir-lhe, tinha sempre ouvidos moucos e não percebia nada de múmia, apesar de lá haver dois mudos e ela os entender perfeitamente.
A Beata e os Cravos
Um dia fomos dar uma volta pelo Pedregal, um tapado que era pertença dela, e onde ela tinha uns craveiros. Tinha então eu os meus seis anos e o meu companheiro cerca de oito. Roubamos os dois cravos existentes, duas Aboboras que era para fazer caveiras, para de noite meter medo aos pescadores que viriam da Pesca do Sável e da Lampreia que andavam a pescar no Areio D´Ortes.
Tal era a Inocência que de cravo à Orelha fomos passara junto à porta dela. Ao ver o cravo na Orelha do Mário Teixeira, perguntou-lhe onde ele tinha arranjado o Cravo, ao qual ele respondeu que era o Zé Félix que nos os tinha dado. Respondeu ela que os cravos eram dela e que íriamos pagar bem por isso.
Se bem o disse, melhor o fez, exigiu 25 escudos às nossas Mães que bem lhe suplicaram, mas de nada valeu, a minha Mãe pagou de imediato, pagando eu com o corpo, a Ti Micas, Mãe do Mário Teixeira recusou eteve de pagar 30$00 à Guarda.
Estes 55$oo naquele Tmpo dava para comprar um campo de futebol cheio de cravos plantados.
Como a justificar o que estava a fazer, alegou que era para assear o altar da Senhora de Lourdes, que fica ao fundo antes da Sacristia do lado direito.
Perante uma atitude destas como poderia ficar uma criança de seis anos, com aquela que na catequese, sempre com a régua pronta a molhar a sopa, se justifica assim em tempos de fome para os nossos Pais, já que ela vivia abastada.
Padre Vasconcelos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sportinguistas e Marinheiros!



O meu primeiro sobrinho. Sportinguista e Marinheiro!
Tal como o tio!