quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Só eu sei porque me fascinas tanto

Em cada dia maior a minha afeição
Já me dizia a mimha avó:- Quem desdenha quer comprar.
Como também te percebo Amigo. Existe uma cumplicidade plena entre nós.
Só quem não sente, fala da gente, já se adivinha

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Rio Douro = Frente pertença da Quinta da Abitureira

A minha Prima é Linda e o rio torna-a ainda mais bela. Uma Ninfa à Beira Rio. Neta e Filha de Pescador.
Com os pés bem assentes no areio.onde tanto savel e Lampreia em tempos ídos ali se pescaram. Muitas vezes a única fonte de rendimento das familias.
Parte da Abitureira, o lugar do Pouso, e os Areios de Cancelos e Midões.
A Minha Prima no Areio de Midões vendo-se o Douro antes da Barragem e a Povoação de Cancelos e o seu Areio.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Olha Que Dois!!! O Fanuca e o Fifas= Um em França outro em Portugal

Foi comer e beber à fartazana e viveu-se um dia de sã camaradagem


Olha que dois!!! Putos do meu tempo; recordem o Fanuca e o Fifas.
  Ao som da música e das vozes do Grupo de Cavaquinhos de Lagares pode ouvir-se:

Vai Marinheiro vai vai.
Vai busacar a Laurindinha.
Ela é tua muito tua.
Ela é tua não é minha.
    É convicção minha, que a iniciativa foi excerlente e que todos irão por muito tempo recordar este dia. 

sábado, 4 de setembro de 2010

Convívio na Capela de S. Pedro = Juntas de Freguesia de Sebolido e Canelas

               I
Afinem vossas Goelas
Acumulem vossas energias
Para que amanhã em Canelas
Se vivam grandes alegrias
             II
Que reine a boa disposição
Juntando-lhe  farrra e alegria
Para que conste como recordação
Como memorável este dia.
               III
Quando o convívio terminar,
Vendo-se chegado o fim do dia
Nos honremos de poder louvar
A iniciativa da Junta de Freguesia

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Verdadeiros Amigos

A Minha felicidade está no suporte deles.
Tenho amigos que não sabem. Não percebem o amor que lhes dedico e a absoluta necessidade que tenho deles.
     É convicção minha que enlouqueceria se todos os meus amigos morressem.
     Quando os procuro, noto que alguns deles não tem noção de como me foram e são necessários, de como me são indispensáveis ao meu equilibrio fundamental, porque fazem parte do mundo que eu com indecisão construí, mas que se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
     Muitas vezes, vezes mergulho em pensamentos sobre alguns.
      Quando eu estou em lugares maravilhosos ou em confraternizações cai-me por vezes alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer....
        Tenho amigos de verdade.
         A gente não faz os amigos, reconhece-os.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A CANOA = A. T. VERDE e Último Fim de Semana de Agosto de 2010

Cancelos/Sebolido é tudo isto: mas ainda muito e muito mais nos dias presentes. SURPREENDENTES MARAVILHAS


Lamenta-se que as gentes da Terra não se habituem a desfrutar destes momentos únicos
          I
As Fragas da Abitoreira
Deitam água sem chover
São como o amor primeiro
Que há-de ser até morrer
         II
Vai começar a Remaldeira
Já aqui não há  o lamassal
Vejo as Fragas da Abitoreira
A Beijar o Monte do Remesal

A História da Canoa :- Trabalho de  Agsotinho Teeixeira Verde
    Todos ou quase todos conhecemos este texto de uma mensagem com muito interesse do grande filósofo e educador brasileiro Paulo Freire. Mas, conhecer o conto já é, por si só uma forma de nos embrenharmos na sociedade com diferentes personagens, também elas de diferentes valores e conhecimentos.
   Ao escrever estas linhas, é com enorme prazer que relembro os meus colegas “Filhos da Escola da Marinha”, porque, uns mais que outros, conhecemos o mar, os barcos e as canoas, etc. Mas, mais que isso, reforçar a ideia daqueles que sempre viveram à beira-rio e lidaram desde pequeninos com esses frágeis transportes de margem para margem, transportando tudo e todos, em horas de aflição que as tempestades, doenças, funerais e catástrofes vieram a solicitar-lhes sem possuírem o tão falado e precioso SOS.
   Vejamos: Num rio largo e profundo trabalhava um barqueiro simpático e experiente, que atravessava na sua pequena canoa as pessoas de uma margem para a outra.
  Certo dia, entraram na sua canoa duas pessoas cultas: um advogado e uma professora. No meio da viagem, o advogado quebrou o silêncio, perguntando ao barqueiro:
  -Você sabe alguma coisa de leis?
 - Não, senhor, respondeu sorrindo o barqueiro.
  - Que pena! Perdeu metade da vida – disse compadecido o advogado.
A professora também quis fazer graça e alarve da sua sabedoria e perguntou: Você sabe ler e escrever?
- Não sei, minha senhora.
- Que pena! Perdeu metade da vida.
   A canoa continuou a deslizar, mas uma corrente forte fê-la virar e todos caíram à água. E o barqueiro, perguntou:
- Vocês sabem nadar?
- Não, gritaram eles.
- Que pena! Perderam as vossas vidas.
    Nas travessias da vida, boas ou árduas deste mundo, contactamos com gente – numerosa gente humilde – de vários saberes e riquezas de experiências acumuladas ao longo da sua existência. E, nem sempre valorizamos o saber, o valor e a experiência com quem, casualmente ou não, nos é dado partilhar momentos ocasionais destas pessoas simples: é o lavrador de mãos calejadas e rosto queimado pelo sol, é o pescador que arrisca a vida todos os dias para brindar com peixe pessoas que nem sequer conhece, são todos os trabalhadores das diversas profissões que sabem resolver os nossos problemas que nós não somos capazes de solucionar.
    Quantas vezes descobrimos debaixo de roupas rotas e em mãos calejadas alguém com um saber importante - talvez sem saber ler ou escrever – mas com a sabedoria da vida: servindo e amando os outros.
   Nestes tempos de valorização dos valores materiais: do carro que possuem, da vivenda que habitam, da roupa luxuosa que ostentam, etc. E quantas vezes se olha com sobranceirismo orgulhoso para gente que trabalha connosco, que serve com o seu saber elevado e precioso. Cada pessoa, embora não pareça, tem algo de bom, de interessante, de valioso para nos ensinar apesar da sua aparente simplicidade.
  Há muita gente que pela sua riqueza da experiência, se moldou e aprendeu a “nadar na vida”, com prática de honestidade, de serviço aos outros, de entrega e cumprimento dos seus deveres de trabalho e da sua modesta mas esplendorosa dignidade humana.
Certo professor de psicologia ordenou um teste aos seus alunos. Nenhum deles soube responder a esta pergunta: Qual o nome da mulher de limpeza da sala de aulas?
   Nenhum soube, embora passassem por ela todos os dias, indiferentemente, como se ela fosse uma pessoa estranha e sem valor.
  Olhemos para os humildes porque a vida de muitos deles contém uma lição, surpreendente e bela, merecedora de respeito e digna de imitação e, nunca façamos dos outros analfabetos ao mesmo tempo que nos vangloriamos de sermos os melhores.