Amigo foi com enorme alegria que o Professor/Doutor e Escritor Armando Sousa e Silva fez esta leitura e que pode ser vista no meu blogue:- alcool-basta.blogspot.com
Caro e ilustre amigo.
Às vezes, mais particularmente nas noites de invernia em que o rio é um desespero de aflição, e se ouvem distintas as vozes de antigamente, lembro-me de ti velho Barqueiro. Então, como em retrospectiva inevitável, as palavras dos que constantemente lembras, falam de portos perdidos ao longo do rio, de noites usadas a lançar a rede na pesca do pão, de naufrágios onde, como na vida, só alguns sobrevivem e de abraços que podem redimir os desnortes tão comuns nos mortais. Elas dizem que é possível regressar a terra, que apesar da tempestade, do rio se ter transformado em tormenta e o barco já sem rumo, quase se afundar, um barqueiro sabe sempre traçar o azimute que salva, basta para isso ter alguém no cais à sua espera.
Palavras são o que te dedico hoje no dia que escolheste para baptizar um “barco” novo. Palavras apenas, mas é com elas que se escreve o teu nome, o nome de todos os que te são queridos e o nome da tua nova embarcação.
Voltarás ao rio que te viu nascer como um homem novo, sem remorso, sem castigo e sem censuras por que só quem nunca se fez ao mar não naufragou.
Permite-me citar aqui uma frase de um dos meus livros:
“Todos temos um rio a correr dentro de nós mas são poucos a permitir que ele saia das margens que o oprimem.”
Estamos rodeados de água companheiro, a borrasca terminou, o rio agora é calmo, reflecte a lua e as estrelas e tu e eu, temos que remar, remar, remar…
Com um grande e forte abraço.
Na impossibilidade de ter podido estar presente físicamente por compromissos anteriormente assumidos e inadiáveis o Manuel esteve presente com este motivante texto.
Reconhecido e um forte Abraço e a melhor sorte do Mundo.
É uma honra enorme poder contar-te no meu grupo de amigos.
Valdemar Ferreira Marinheiro
Manuel Araújo da Cunha
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Só eu sei porque me fascinas tanto
Em cada dia maior a minha afeição
Já me dizia a mimha avó:- Quem desdenha quer comprar.
Como também te percebo Amigo. Existe uma cumplicidade plena entre nós.
Só quem não sente, fala da gente, já se adivinha
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Rio Douro = Frente pertença da Quinta da Abitureira
A minha Prima é Linda e o rio torna-a ainda mais bela. Uma Ninfa à Beira Rio. Neta e Filha de Pescador.
Com os pés bem assentes no areio.onde tanto savel e Lampreia em tempos ídos ali se pescaram. Muitas vezes a única fonte de rendimento das familias.
Parte da Abitureira, o lugar do Pouso, e os Areios de Cancelos e Midões.
A Minha Prima no Areio de Midões vendo-se o Douro antes da Barragem e a Povoação de Cancelos e o seu Areio.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Olha Que Dois!!! O Fanuca e o Fifas= Um em França outro em Portugal
Foi comer e beber à fartazana e viveu-se um dia de sã camaradagem
Olha que dois!!! Putos do meu tempo; recordem o Fanuca e o Fifas.
Ao som da música e das vozes do Grupo de Cavaquinhos de Lagares pode ouvir-se:
Vai Marinheiro vai vai.
Vai busacar a Laurindinha.
Ela é tua muito tua.
Ela é tua não é minha.
É convicção minha, que a iniciativa foi excerlente e que todos irão por muito tempo recordar este dia.
Olha que dois!!! Putos do meu tempo; recordem o Fanuca e o Fifas.
Ao som da música e das vozes do Grupo de Cavaquinhos de Lagares pode ouvir-se:
Vai Marinheiro vai vai.
Vai busacar a Laurindinha.
Ela é tua muito tua.
Ela é tua não é minha.
É convicção minha, que a iniciativa foi excerlente e que todos irão por muito tempo recordar este dia.
sábado, 4 de setembro de 2010
Convívio na Capela de S. Pedro = Juntas de Freguesia de Sebolido e Canelas
I
Afinem vossas Goelas
Acumulem vossas energias
Para que amanhã em Canelas
Se vivam grandes alegrias
II
Que reine a boa disposição
Juntando-lhe farrra e alegria
Para que conste como recordação
Como memorável este dia.
III
Quando o convívio terminar,
Vendo-se chegado o fim do dia
Nos honremos de poder louvar
A iniciativa da Junta de Freguesia
Afinem vossas Goelas
Acumulem vossas energias
Para que amanhã em Canelas
Se vivam grandes alegrias
II
Que reine a boa disposição
Juntando-lhe farrra e alegria
Para que conste como recordação
Como memorável este dia.
III
Quando o convívio terminar,
Vendo-se chegado o fim do dia
Nos honremos de poder louvar
A iniciativa da Junta de Freguesia
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Verdadeiros Amigos
A Minha felicidade está no suporte deles.
Tenho amigos que não sabem. Não percebem o amor que lhes dedico e a absoluta necessidade que tenho deles.
É convicção minha que enlouqueceria se todos os meus amigos morressem.
Quando os procuro, noto que alguns deles não tem noção de como me foram e são necessários, de como me são indispensáveis ao meu equilibrio fundamental, porque fazem parte do mundo que eu com indecisão construí, mas que se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Muitas vezes, vezes mergulho em pensamentos sobre alguns.
Quando eu estou em lugares maravilhosos ou em confraternizações cai-me por vezes alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer....
Tenho amigos de verdade.
A gente não faz os amigos, reconhece-os.
Tenho amigos que não sabem. Não percebem o amor que lhes dedico e a absoluta necessidade que tenho deles.
É convicção minha que enlouqueceria se todos os meus amigos morressem.
Quando os procuro, noto que alguns deles não tem noção de como me foram e são necessários, de como me são indispensáveis ao meu equilibrio fundamental, porque fazem parte do mundo que eu com indecisão construí, mas que se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Muitas vezes, vezes mergulho em pensamentos sobre alguns.
Quando eu estou em lugares maravilhosos ou em confraternizações cai-me por vezes alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer....
Tenho amigos de verdade.
A gente não faz os amigos, reconhece-os.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A CANOA = A. T. VERDE e Último Fim de Semana de Agosto de 2010
Cancelos/Sebolido é tudo isto: mas ainda muito e muito mais nos dias presentes. SURPREENDENTES MARAVILHAS
Lamenta-se que as gentes da Terra não se habituem a desfrutar destes momentos únicosI
As Fragas da Abitoreira
Deitam água sem chover
São como o amor primeiro
Que há-de ser até morrer
II
Vai começar a Remaldeira
Já aqui não há o lamassal
Vejo as Fragas da Abitoreira
A Beijar o Monte do Remesal
A História da Canoa :- Trabalho de Agsotinho Teeixeira Verde
Todos ou quase todos conhecemos este texto de uma mensagem com muito interesse do grande filósofo e educador brasileiro Paulo Freire. Mas, conhecer o conto já é, por si só uma forma de nos embrenharmos na sociedade com diferentes personagens, também elas de diferentes valores e conhecimentos.
Ao escrever estas linhas, é com enorme prazer que relembro os meus colegas “Filhos da Escola da Marinha”, porque, uns mais que outros, conhecemos o mar, os barcos e as canoas, etc. Mas, mais que isso, reforçar a ideia daqueles que sempre viveram à beira-rio e lidaram desde pequeninos com esses frágeis transportes de margem para margem, transportando tudo e todos, em horas de aflição que as tempestades, doenças, funerais e catástrofes vieram a solicitar-lhes sem possuírem o tão falado e precioso SOS.
Vejamos: Num rio largo e profundo trabalhava um barqueiro simpático e experiente, que atravessava na sua pequena canoa as pessoas de uma margem para a outra.
Certo dia, entraram na sua canoa duas pessoas cultas: um advogado e uma professora. No meio da viagem, o advogado quebrou o silêncio, perguntando ao barqueiro:
-Você sabe alguma coisa de leis?
- Não, senhor, respondeu sorrindo o barqueiro.
- Que pena! Perdeu metade da vida – disse compadecido o advogado.
A professora também quis fazer graça e alarve da sua sabedoria e perguntou: Você sabe ler e escrever?
- Não sei, minha senhora.
- Que pena! Perdeu metade da vida.
A canoa continuou a deslizar, mas uma corrente forte fê-la virar e todos caíram à água. E o barqueiro, perguntou:
- Vocês sabem nadar?
- Não, gritaram eles.
- Que pena! Perderam as vossas vidas.
Nas travessias da vida, boas ou árduas deste mundo, contactamos com gente – numerosa gente humilde – de vários saberes e riquezas de experiências acumuladas ao longo da sua existência. E, nem sempre valorizamos o saber, o valor e a experiência com quem, casualmente ou não, nos é dado partilhar momentos ocasionais destas pessoas simples: é o lavrador de mãos calejadas e rosto queimado pelo sol, é o pescador que arrisca a vida todos os dias para brindar com peixe pessoas que nem sequer conhece, são todos os trabalhadores das diversas profissões que sabem resolver os nossos problemas que nós não somos capazes de solucionar.
Quantas vezes descobrimos debaixo de roupas rotas e em mãos calejadas alguém com um saber importante - talvez sem saber ler ou escrever – mas com a sabedoria da vida: servindo e amando os outros.
Nestes tempos de valorização dos valores materiais: do carro que possuem, da vivenda que habitam, da roupa luxuosa que ostentam, etc. E quantas vezes se olha com sobranceirismo orgulhoso para gente que trabalha connosco, que serve com o seu saber elevado e precioso. Cada pessoa, embora não pareça, tem algo de bom, de interessante, de valioso para nos ensinar apesar da sua aparente simplicidade.
Há muita gente que pela sua riqueza da experiência, se moldou e aprendeu a “nadar na vida”, com prática de honestidade, de serviço aos outros, de entrega e cumprimento dos seus deveres de trabalho e da sua modesta mas esplendorosa dignidade humana.
Certo professor de psicologia ordenou um teste aos seus alunos. Nenhum deles soube responder a esta pergunta: Qual o nome da mulher de limpeza da sala de aulas?
Nenhum soube, embora passassem por ela todos os dias, indiferentemente, como se ela fosse uma pessoa estranha e sem valor.
Olhemos para os humildes porque a vida de muitos deles contém uma lição, surpreendente e bela, merecedora de respeito e digna de imitação e, nunca façamos dos outros analfabetos ao mesmo tempo que nos vangloriamos de sermos os melhores.
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